Como a baixa autoestima e a síndrome do impostor nos impedem de alcançar nossos objetivos
Quantas vezes você já conquistou algo importante ou concluiu um trabalho do qual se orgulhava, apenas para dizer a si mesmo que foi porque alguém ajudou, porque era fácil, ou porque qualquer pessoa poderia ter feito o mesmo? Você já parou para refletir sobre sua autoestima?
A baixa autoestima costuma alimentar a síndrome do impostor. Quando temos uma autoestima saudável, somos capazes de reconhecer nossas próprias habilidades, valorizar nossas conquistas e aceitar que nossos sucessos são resultado do nosso esforço. Na minha prática clínica, encontro todos os dias pessoas inteligentes e competentes que atribuem suas conquistas à sorte, ao apoio de outras pessoas, ou à ideia de que foram promovidas simplesmente porque o chefe gostava delas. A síndrome do impostor nos leva a minimizar nossos pontos fortes e conquistas, enquanto amplia até os menores erros ou imperfeições.
Muitas pessoas deixam de se candidatar a uma promoção, buscar uma nova oportunidade, ou construir os relacionamentos que realmente merecem, porque acreditam que simplesmente não são boas o suficiente. Elas temem ser “descobertas” como uma fraude, mesmo diante de todas as evidências de sua competência. Com o tempo, param de tentar, não por falta de capacidade, mas porque passaram a acreditar que não merecem o sucesso.
Quando foi a última vez que você disse a si mesmo que tinha orgulho de quem é e do que já conquistou?
Para muitas pessoas, essa pergunta gera um desconforto surpreendente, principalmente após a mudança para um novo país e a busca por uma identidade em uma cultura diferente. É muito mais fácil reconhecer as qualidades dos outros do que as nossas próprias. Mas aprender a reconhecer nossas conquistas não é arrogância, é um ato de justiça. Se somos capazes de celebrar as pessoas que amamos pelo esforço e pela dedicação delas, talvez mereçamos oferecer a mesma gentileza a nós mesmos.
Na próxima vez que sua voz interior crítica disser que você não foi bom o suficiente, pare um instante e pergunte a si mesmo: se um colega tivesse feito exatamente o mesmo trabalho, eu o julgaria com a mesma dureza?
Talvez a pergunta mais importante não seja se você já conquistou o suficiente
Talvez seja se você já se permitiu reconhecer o que já conquistou. A confiança não surge da noite para o dia. Ela cresce cada vez que escolhemos reconhecer nosso próprio esforço com a mesma gentileza e justiça que oferecemos tão facilmente aos outros.
Um senso saudável de autovalor fortalece nossa autoestima. À medida que aprendemos a nos valorizar, a necessidade de validação externa constante vai perdendo força, abrindo espaço para que a autovalidação cresça. Essa confiança interior nos incentiva a perseguir nossos sonhos, abraçar novas oportunidades e trabalhar em direção aos nossos objetivos com mais coragem. E, o mais importante, ela nos lembra que somos bons o suficiente, e que nossas conquistas não são fruto apenas da sorte, mas do nosso próprio esforço, perseverança e mérito.






